Hammers on Bone (Livro I de 2017)

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John Persons é um detetive particular que um dia recebe um cliente peculiar com um pedido estranho: Abel, um menino de 10 anos, quer contratá-lo para matar seu padastro, McKinsey, um homem violento e abusivo.

McKinsey é um monstro, tanto no sentido figurado quanto no literal, o que torna Persons a pessoa ideal para lidar com ele, afinal, dentro da casca humana de John também habita um monstro, e uma das suas atividades favoritas é caçar monstros, demônios e deuses, atividade na qual desenvolveu maestria durante sua antiga e arcana existência.

Conforme Persons investiga o detestável McKinsey, ele percebe que o padastro do garoto carrega dentro de si algo muito mais assustador do que o esperado. Ele está infectado com uma presença alienígena monstruosa, a qual não está contente em se manter dentro de apenas um hospedeiro. 

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Uma das minhas metas / desafios pessoais pra 2017 é ler mais livros (bem mais, a minha média dos últimos anos tem sido vergonhosa, damn you, Netflix-PS4!), especialmente obras de horror / weird, já que o mestrado que começarei em breve vai ser sobre isso. Resolvi começar com alguma obra publicada em 2016, já que estou desatualizado em relação ao que vem sendo publicado atualmente.

Hammers on Bone foi uma leitura de dois sentadas, basicamente (na verdade duas “deitadas”, li antes de dormir). E isso não é só por causa do baixo número de páginas, mas principalmente por causa da qualidade do texto. Achei incrível como a autora conseguiu criar um mundo que é um amálgama  de Raymond Chandler com H.P. Lovecraft ambientado na Londres dos dias de hoje. A história se desenrola como uma história noir de detetive com horror cósmico e criaturas grotescas descritas com tal precisão de pode causar um certo desconforto estomacal nos leitores mais sensíveis.

Além de extremamente talentosa, a autora emergente Cassandra Khaw é simpática e amigável, tanto que respondeu a um comentário que deixei em sua página do Facebook quase que imediatamente 🙂

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Editora Macmillan – 110 páginas
Publicado em outubro de 2016

Séries (drama) favoritas de 2016

Há quem diga que a “nova era de ouro” da TV (também conhecida como peak TV)  está chegando ao fim. Eu discordo por uma série de motivos, mas isso vai ter de ficar para outra postagem. Infelizmente, uma coisa que vem diminuindo progressivamente é o meu tempo livre para ver séries, então muita coisa que poderia ter entrado nessa lista eu acabei nem vendo. Mas tudo bem, é necessário conter essa ansiedade, aceitar e seguir em frente. Pelo menos grande parte do que consegui ver foi excelente.

Assim como na postagem anterior, eu comecei fazendo a lista no formato Top 10, mas tive muita dificuldade em fazer essa classificação de forma objetiva. Sendo assim, decidi criar uma lista em ordem alfabética, além de uma indicação clara da série que, ao meu ver, merece ser citada como a melhor do ano.

Às séries!

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Séries (comédia) favoritas de 2016

Assim como 2015, esse ano foi repleto de coisas boas no que diz respeito às séries cômicas, especialmente entre as novatas (6 das 10 aqui presentes estrearam esse ano). Graças aos incentivos dados por canais como FX e Amazon Prime, comediantes talentosos vem tendo a chance de desenvolver seus projetos pessoais e mostrar ao mundo o seu trabalho.

Eu comecei fazendo a lista no formato Top 10, mas tive muita dificuldade em fazer essa classificação de forma objetiva, já que cada uma das séries me impressionou por motivos diferentes. Sendo assim, decidi fazer uma lista em ordem alfabética, com uma indicação da série que, ao meu ver, merece ser citada como a Top 1 do ano.

Vamos ao que interessa, então.

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Sound of My Voice

Assim que eu comecei a assistir a série The OA, uma das mais recentes adições ao catálogo de produções originais da Netflix, fui tomado por uma sensação de estranho déjà vu, especialmente durante as cenas em que a personagem OA (Brit Marling) aparecia. Após terminar os oito episódios, secar as lágrimas e me recompor emocionalmente, fui pesquisar sobre os responsáveis pela produção, quando finalmente entendi o porquê daquela sensação de “já vi isso antes”. O diretor/roteirista Zal Batmanglij já tinha trabalhado com a Brit em um filme de 2012 chamado Sound of My Voice (traduzido como “A Seita Misteriosa” no português, destruindo toda a sutileza do título original). Se eu tivesse começado o meu hábito de registrar as minhas impressões sobre os filmes antes, certamente eu teria lembrado dessa pérola indie com mais facilidade, já que foi um dos meus filmes favoritos daquele ano. (Na verdade eu recomendei o filme publicamente no Facebook, mas como sempre faço uma limpa nas postagens antigas, o registro se perdeu)

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A primeira tatuagem – parte 1

Desde pequeno eu sempre tive vontade de ter tatuagens. A ideia de marcar o próprio corpo com algo do meu interesse me parecia irresistível, especialmente durante minha adolescência gótica. Aliás, se não fosse o pulso firme da minha mãe (obrigado ❤ ), eu já teria várias tatuagens, das quais eu certamente teria me arrependido. Eu já quis tatuar desde logos/símbolos de bandas, passando pela cara do Homer Simpson (gente…) até chegar aos números de Lost (4-8-15-16-23-42), sendo que essa última quase rolou, não consigo me lembrar o porquê de não ter feito, mas ufa!

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Outcast – 1ª Temporada

2016 tem se mostrado um excelente ano para os fãs de quadrinhos adultos e não convencionais. Além de Preacher, a obra prima do Garth Ennis adaptada primorosamente para o canal AMC pelo Seth Rogen, fomos presenteados com Outcast, cria do Robert Kirkman, (The Walking Dead). A série baseada na graphic novel de mesmo nome criada e escrita pelo Kirman, teve os seus direitos adquiridos pelo canal Cinemax antes mesmo da primeira edição ter sido publicada, então não seria um exagero dizer que o Kirkman já escreve as edições dos quadrinhos pensando na série da TV. (O pouco que li foi adaptado de forma muito fiel.)

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Rebirth

Você já ouviu falar de um curso chamado “Leader Training”? Até onde eu sei, é um tipo de retiro coletivo feito num sítio, onde as pessoas envolvidas passam por profundas transformações pessoais, quebrando paradigmas e descobrindo mais sobre si mesmas, retornando mudadas (pra melhor, teoricamente). É interessante notar que os participantes realmente mantém em segredo o que acontece lá, geralmente dizendo que “precisa ser vivido para ser entendido”, e que contar o que acontece diminui a efetividade do processo. Muita gente acha que é um tipo de lavagem cerebral caça-níqueis ou simplesmente um pega-trouxa. Eu não tenho nenhum tipo de preconceito contra esse tipo de curso e acredito que deva fazer efeito. Mas e se o que estivesse por trás desse tipo de treinamento realmente fosse algo sinistro?

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