Séries (drama) favoritas de 2016

Há quem diga que a “nova era de ouro” da TV (também conhecida como peak TV)  está chegando ao fim. Eu discordo por uma série de motivos, mas isso vai ter de ficar para outra postagem. Infelizmente, uma coisa que vem diminuindo progressivamente é o meu tempo livre para ver séries, então muita coisa que poderia ter entrado nessa lista eu acabei nem vendo. Mas tudo bem, é necessário conter essa ansiedade, aceitar e seguir em frente. Pelo menos grande parte do que consegui ver foi excelente.

Assim como na postagem anterior, eu comecei fazendo a lista no formato Top 10, mas tive muita dificuldade em fazer essa classificação de forma objetiva. Sendo assim, decidi criar uma lista em ordem alfabética, além de uma indicação clara da série que, ao meu ver, merece ser citada como a melhor do ano.

Às séries!

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Séries (comédia) favoritas de 2016

Assim como 2015, esse ano foi repleto de coisas boas no que diz respeito às séries cômicas, especialmente entre as novatas (6 das 10 aqui presentes estrearam esse ano). Graças aos incentivos dados por canais como FX e Amazon Prime, comediantes talentosos vem tendo a chance de desenvolver seus projetos pessoais e mostrar ao mundo o seu trabalho.

Eu comecei fazendo a lista no formato Top 10, mas tive muita dificuldade em fazer essa classificação de forma objetiva, já que cada uma das séries me impressionou por motivos diferentes. Sendo assim, decidi fazer uma lista em ordem alfabética, com uma indicação da série que, ao meu ver, merece ser citada como a Top 1 do ano.

Vamos ao que interessa, então.

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Sound of My Voice

Assim que eu comecei a assistir a série The OA, uma das mais recentes adições ao catálogo de produções originais da Netflix, fui tomado por uma sensação de estranho déjà vu, especialmente durante as cenas em que a personagem OA (Brit Marling) aparecia. Após terminar os oito episódios, secar as lágrimas e me recompor emocionalmente, fui pesquisar sobre os responsáveis pela produção, quando finalmente entendi o porquê daquela sensação de “já vi isso antes”. O diretor/roteirista Zal Batmanglij já tinha trabalhado com a Brit em um filme de 2012 chamado Sound of My Voice (traduzido como “A Seita Misteriosa” no português, destruindo toda a sutileza do título original). Se eu tivesse começado o meu hábito de registrar as minhas impressões sobre os filmes antes, certamente eu teria lembrado dessa pérola indie com mais facilidade, já que foi um dos meus filmes favoritos daquele ano. (Na verdade eu recomendei o filme publicamente no Facebook, mas como sempre faço uma limpa nas postagens antigas, o registro se perdeu)

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Outcast – 1ª Temporada

2016 tem se mostrado um excelente ano para os fãs de quadrinhos adultos e não convencionais. Além de Preacher, a obra prima do Garth Ennis adaptada primorosamente para o canal AMC pelo Seth Rogen, fomos presenteados com Outcast, cria do Robert Kirkman, (The Walking Dead). A série baseada na graphic novel de mesmo nome criada e escrita pelo Kirman, teve os seus direitos adquiridos pelo canal Cinemax antes mesmo da primeira edição ter sido publicada, então não seria um exagero dizer que o Kirkman já escreve as edições dos quadrinhos pensando na série da TV. (O pouco que li foi adaptado de forma muito fiel.)

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Rebirth

Você já ouviu falar de um curso chamado “Leader Training”? Até onde eu sei, é um tipo de retiro coletivo feito num sítio, onde as pessoas envolvidas passam por profundas transformações pessoais, quebrando paradigmas e descobrindo mais sobre si mesmas, retornando mudadas (pra melhor, teoricamente). É interessante notar que os participantes realmente mantém em segredo o que acontece lá, geralmente dizendo que “precisa ser vivido para ser entendido”, e que contar o que acontece diminui a efetividade do processo. Muita gente acha que é um tipo de lavagem cerebral caça-níqueis ou simplesmente um pega-trouxa. Eu não tenho nenhum tipo de preconceito contra esse tipo de curso e acredito que deva fazer efeito. Mas e se o que estivesse por trás desse tipo de treinamento realmente fosse algo sinistro?

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